segunda-feira, 16 de novembro de 2009

"No Thought Control (! - (?))"



As duas últimas semanas têm sido demarcadas pelo recordar em aniversários de grandes acontecimentos históricos, e a sua imputabilidade contemporânea destes serem concretizáveis.
A arte demarca a grande diferença entre a política nestes termos de revindicação pela estratégica populacional com a sua indiferença.
O tempo através das suas circunstâncias remete-nos para um fim sem conclusões e a natureza já responde as suas queixas sendo a consequência elementar que nos formula.
Portugal refuta-se num esconderijo prévio sem fim, eliminando a hipótese de um dia reformular e melhorar as suas conjunturas se o seu destino estiver próximo.

Daí, aqui a minha dedicatória denominada de artista refugiado (como se é recordado dos dadaístas;...ironia do destino, pois todo ele se repete!), e deste caso particular o orgulho principado e principal de português, com um dos maiores revolucionários do lirismo polémico e melódico não linear recheado de efeitos sonoros, enredo, e acontecimentos que se vão passando para além da música com uma mensagem final fenomenal, naquele que pode ser considerado o álbum com menos sucesso comercial e empático de Roger Waters nos seus anos a solo. O coro é divinal (uma das maiores qualidades desde sempre na sua música que o caracteriza).

Fenomenal consiste também as ironias expressivas da sua mensagem na obra de arte em si que se traduz na afirmação dos pensamentos de Friedich Nietzsche que explica que: "sem a música, a vida seria um erro!" (« ...without music, life would be a mistake »).



«I like staying with my Uncle Dave
And I like playing with his great dane
But I don't fit
I feel alien and strange Kinda outa range

I like riding in my Uncle's car
Down to the beach where the pretty girls all parade
And movie stars and paparazzi play
The Charles Atlas kicking sand in the face game

And I sit in the canyon with my back to the sea
There's a blood red dragon on a field of green
Calling me back

Back to the Black Hills again
Ooh, ooh, Billy come home

Billy is searching for his native land
Flicking through the stations with the dial in his head
Picking up -------------- and
A male voice choir on the short wave band

Billy taps out Jim's number on the 'phone
Sits shaking as he waits for Jim's answering tone
Come on my friend, speak to me please
The land of my fathers is calling to me
And I sit in the canyon with my back to the sea
There's a blood red dragon on a field of green
Calling me back, back to the Black Hills again
Ooh, ooh, Billy come home

Come on home
He sits in the canyon with his back to the sea
Sees a blood red dragon on a field of green
He hears a male voice choir singing Billy come home
Billy, Billy, come home
Come on home

Californian Weirdo: I don't like fish.
Jim: You are listening to KAOS here in Los Angeles.
Californian Weirdo: I don't like fish.
Jim: Yes, we've established that. Ah! Do you have a request?
Californian Weirdo: Shell fish, guppy, salmon, shrimp and crab
and lobster, flounder.I hate fish, but I think most of
all I hate fresh fish, like trout. I hate fresh trout.
My least-hated, favourite fish would be sole. That way
you don't have to see the eyes. Sole has no eyes.
Jim: Oh no!
Californian Weirdo: I'd like to be home with my monkey and my dog
Jim: Thankyou.
Californian Weirdo: I'd like to be home with my monkey and my dog
I'd like to be home with my monkey and my dog
I'd like to be home with my monkey ...
Jim: They don't care. Shut up. Play the record.»

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Realidades Articuladas.

Sinto cada vez mais que, assim formulada a minha tentativa de ausência nos blogues, sinto um vazio profundo pela não partilha de informação. Talvez seja o meu maior e único bichinho que aspira o jornalismo que há em mim, uma vez que muita gente se riria sem saber o que está a fazer quando não o aprova pela sensação de distância. A mim somente interpela por uma questão de errância.

Mais um dos melhores e óptimos momentos dos Bons Rapazes na sua primeira melodia da primeira sequência do primeiro dia da semana, dedicado este texto em desfecho desta, em acto de conclusão que, dos dois assistidos (hoje e o tal), foi o ícone da semana em estilo, forma e estado de espírito.

Serei eu muito complicado ou demasiado simples?

Uma dor de cabeça tem-me andado a perturbar profundamente em certos momentos do dia, assim como algumas pequenas elevações depois do almoço, é um despertar matinal de acordo com as fracções, pequenos momentos do dia, altos e baixos.

Sinto presenciar aqui desta vez um pouco do estilo Maquinanda.

Não sendo porventura esta uma, é a dedicatória à minha tendência periódica e actual compulsiva, coincidente e atractiva à apologia à música electrónica britânica conforme ao encontro dos meus motores de busca. É meramente pesquisa. E porque não chamar-lhe pesquisa espiritual? Eu adoraria! Realidade virtual, paralela, e multidimensional!




«Be, the greatest man in history
The greatest man that you can be
Just be
 
Walk; walk out on the beach with me
Walk out in the sea with me
Just be
 
All of the time you show me your love
Sweet love
And oh, how you know
This sweet love
 
Nights, cold nights wrapped in ecstasy
Those times still perplexing be
They just be
 
All of the time you show me your love
Sweet love
And oh how you know
This sweet love»


Sinto de forma jovial neste simples vídeo e iniciar de carreira deste nosso jovem guitarrista, uma espécie de pequeno plágio a uma outra personagem artística de um outro blogue que vive em correspondência com este, daí a referencia ao multidimensional (poderemos ainda um dia mais tarde, tendo sido já uma ideia de há muito tempo que ainda anda a ser matutada, formular um tema central mensal sobre a Quântica).
Entendo de forma irónica e sarcástica que a sua atitude foi completamente inocente, e a sua intenção absolutamente ingénua, mas não seria demais refutar uma pequena referência ao Riso, esse tal fenómeno comentado e reflectido em literatura por filósofos, e queimado na Biblioteca de Alexandria (quem não se lembra d' O Nome da Rosa?!).

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Deprimido (duas conversas dentro de uma cabeça).

Dores de cabeça e isolamento:
É difícil num mundo hostil manter a tua identidade.
Cada vez maior a corrupção para concentrar numa ressaca
Em que a tua criatividade artística são frustrações.
A revolta perante uma pacificação obrigatória para com o mundo
E uma indecisão descontrolada para manteres a insanidade.

Depressão opressiva de ver os amigos sofrer,
Loucura excessiva de obsessão por morrer.
Quanto tempo mais irá durar, para ti, esta eternidade?
Pensa, pensa, pensa! Estás aqui é para pensar!
E viveres no panorama artístico de nunca criares nada.
Poder é ser alguém introvertido e intrometido por caricatura,
Um óptimo cão e lambe botas, bonito, e inteligente (já não serve (ou chega!) o esperto!)
De pêlo excessivo e altamente galopante,
Simétrico, “perfeito”!

Depois cortam-te a moral e a dignidade e até a pila
Para dizer que têm a deles,
No sentido figura numa futilidade que é viver no reino que não é deles,
Que nunca vão ter, e deus nunca lhes pôde conceber.
É para isso que servem:
Para nos ensinar!
A sentir, a ver, a pensar, que somos únicos.

Se tu estás mal, muda-te!
Se não gostas da minha opinião nem da minha maneira de ser, vai-te foder!
Vai pró Caralho, meu grandessíssimo Filho da Puta!

Frustrado de merda,
Invejoso,
Alternativista e complexado,
Troca-tintas e covarde
Raticida, e cópia ferida e barata,
Mascarada e fingida
Da Coragem dos outros!

Mau instinto de fariseu,
Da hombridade e humanidade!
Oportunista da queda!
E fraco, muito fraco,
…De amor!

...

Tu és maluco!
Não há ninguém que te vai poder tirar isso de ti!
Lida com isso!
(…Entretanto, por favor, …sê genuíno!)

Estares constantemente a seres posto à prova pelos outros
Sem nunca te teres comprometido a nada
E sem nunca teres comprovado nada, ou provado,
Ou teres que provar,
Perseguição sem tréguas e sem fim
Na eterna melancolia obsessiva da teoria da conspiração
Num dilema moral exposto social e colectivamente como slogan,
Dito assim (“Eles”!) desta maneira aos outros:
- “Tu é que és o maluco, não somos nós”!
Mas, diz lá, quem será que tu achas que realmente é?!
Porque na verdade do fundo do teu coração tu sabes quem é!
Se ainda lá não foste, vai, porque ele dir-te-á quem é!
Diz lá de verdade qual será aquele que tu achas que realmente é?!

Mundo depressivo e deprimente,
Mundo cão!
De fachada e mercantilismo barato de propaganda consumista
De imagem e de superficialidade!

Detesto esta canção!
…Apesar de ter sido a melhor versão de todas que ouvi dela até agora!
É exactamente assim como me sinto a compor,
Se um dia eu puder expor…, se um dia…



Karma police, arrest this man
He talks in maths
He buzzes like a fridge
He's like a detuned radio

Karma police, arrest this girl
Her Hitler hairdo is
Making me feel ill
And we have crashed her party

This is what you'll get
This is what you'll get
This is what you'll get when you mess with us

Karma Police
I've given all I can
It's not enough
I've given all I can
But we're still on the payroll

This is what you'll get
This is what you'll get
This is what you'll get when you mess with us

And for a minute there, I lost myself, I lost myself
And for a minute there, I lost myself, I lost myself

For for a minute there, I lost myself, I lost myself
For for a minute there, I lost myself, I lost myself
Phew, for a minute there, I lost myself, I lost myself

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Deus (Estético / controverso-contemporâneo).

Olho para as plantas e flores

E penso impossível considerarem o ideal de beleza uma outra coisa.

A mente vive hoje tão presa de tanta informação

Que já se fundamenta no óbvio do que faz bem a tudo.

Nem o fogo nem o arder nem as coisas más como matar alguém

Ou ser violento (nas duas atitudes misturadas)

Ou achar que só o sofrimento dos outros é que é bom

Me pode fomentar o ideal de perfeição.

A perfeição é já a beleza que existe, as plantas, as árvores e as flores,

Informes, todas diferentes, imperfeitas.

Mas estamos no Outono e por isso não vejo flores,

Não posso, não poderia ver flores, mas imagino e vejo quando idealizo,

Daí o ciclo, daí a omnipresença, daí a eternidade.

É esta a humanidade do Homem,

Daquilo que Ele existe e do que não existe,

Daquilo que Ele vê e não vê.

Num estado profundo,

Se calhar não de felicidade,

Porque ela não é total, logo não pura porque não permanente,

Mas de beleza.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

A questão suicida.


- "A Bíblia é um manual de maus costumes e um catálogo do pior da natureza humana"

Uma das questões desta vida que de uma maneira profundamente intensa me interroga foi a substituição do programa de estudo e manuais de apoio do romance «Aparição» de Vergílio Ferreira pelo «Memorial do Convento» de José Saramago no último ano de secundário dos nossos graus de escolaridade.
Com certeza poderemos dizer com a constante impermanente evolução do Ser Humano que “os tempos mudaram” e tiveram de substituir o Existencialismo “provinciano” (“coitadinho, é português, é pequenino; nunca poderia se comparar ou substituir-nos o Jean Paul Sartre – o que aqui está meramente a justificativa de um erro, antes de mais, do que senão pela mesma vanguarda literária e linhas de pensamento, a escrita e o Existencialismo de Ferreira não é o mesmo que o de Sartre; cada bombom deve ser apreciado de acordo com o seu recheio ou licor) pela degradação e flagelo das filosofias contemporâneas ocidentais nomeadas à cabeça imensamente com a denominação e prémio a José Saramago.
Em primeiro lugar, nem todos os seres humanos partilham da mesma opinião, como é um facto natural e um factor de graças à variedade e tal mutação deste mundo para um evento que surge imediatamente no folclore colorido, florido e festivo das nossas comemorações à sua realidade de existência por assim ser.
Em segundo lugar, o factor que evidencia o exponencial ao Humanismo é a capacidade do reconhecimento do outro, nos seus factores igualitários de facto, à descrença de antigos projectos, conceitos e teorias, sim, mas nunca ao radicalismo e à perda total de valores, o que prova a pouca inteligência deste último ícone referido do nosso 12º ano na Língua Portuguesa (que até tantos outros sem formação, ou com menos, a trataram muito melhor, do que este senhor que já demarcou muito a nossa comunicação social).
Em último lugar, e pertinente a discordar de afirmações de ateus que têm de (ou pelo menos deviam) ter a inteligência de se afirmar como agnósticos (e já um pouco ultrapassados; ou pelo menos que escreva o livro com enaltecimento e inteligência e vá logo para casa, porque opinar daquela forma já pertence a uma atitude burlesca opcional de máscara e personagem social dos anos 70 o tamanho radicalismo, ou então o novo Messias do negativismo, o que nos levava ao mesmo, só que desta vez pior pois para o mal do que para o bem).
Todo o seu sentido eleva mais uma vez ao pragmatismo do seu grande pai que é Nietzsche que, apesar de o ter formular, ao menos teve a decência, o carácter e a inteligência de definir o seu conceito (daí se dominar de verdadeiro filósofo) em representar o seu contrário e os perigos da sua própria arte: o Discurso (como Platão o referiu como o grande medo de Sócrates no significado da verosimilhança: «Fedro»).
Não é destas relutâncias nem destes combates que a Humanidade e o Pós-modernismo necessitam para julgar e criar pseudo-conclusões onde cada um puxa os cordelinhos para si, mas sim de um caminho único e solúvel para o bem estar material do Homem para este poder concretizar a cura da sua sombra (ou psicose). Organização, valores e direito, não os nossos conceitos mais profundos que só podemos concluir e idealizar e já nem nos atinge como um todo, daí a diferença entre colectivo e individuo. O intelectual já não sabe o que fazer para conseguir resolver problemas do âmbito social, desesperadas para serem resolvidas e caóticas para o seu piorio.
Oxalá “Caim” consiga explicar e definir a suas próprias pós observações, daí senão não as referia, porque cheios de informação já nós estamos e cheios de letra também para estudar, ler, observar, comentar, problematizar, emitir…
Como poderemos fomentar agora nós a questão de um registo de uma sociedade que desconhecemos totalmente à partida?
Não respeitamos nós, portugueses, nem sequer a nossa vanguarda cultural, tão pouco literária.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Critical B: «Seventh Tree».




Definitivamente o seu melhor álbum desde Felt Mountain que marcou as mais elevadas plateias e os considerou no palco. O seu estado deprimente levou-os a encharcar pujança em Supernature que se seguiu do seu equilíbrio puro em electro-pop com Black Cherry. Cronologicamente bem aprofundado e metódico a nível crescente em performance de estúdio.
Considerado por muitos jornais americanos como o melhor álbum do ano desta vanguarda mas não conseguindo atingir o seu patamar máximo para os mais apaixonados do seu primeiro álbum, uma vez que continua a atingir o estilo marcante que se destaca vivamente no equilíbrio do seu terceiro.
Expondo então caracterizadamente as vertentes mais comerciais começam a conduzir os singles de forma aleatória, conseguindo somente no fim do mediatismo do álbum a faixa que marca e remata a verdadeira qualidade que distingue a banda: “Clowns”, a primeira faixa do grupo de 2008.



«Only clowns would play with those balloons
What 'd ya wanna look like Barbie for?
Dear, oh lord, it's easy
Roasting roasting roasting
Deed, mahagony
Titties that live on 'n' on 'n' on
Only clowns would play with those balloons
Passive when I'm in record
Day and night, I'm watching you»

A excentricidade de Alison Goldfrapp consegue uma vez mais preencher todos os clichés do divertimento e exuberância de um ego numa personalidade expondo os efeitos especiais sonoros do seu colega elementar da composição que representa um Chill-out único altamente digital nunca fugido das suas origens, envolvendo um design que mistura o clássico com o moderno da música dos anos 80 e 90.
Conclui-se um duo demarcado em diligenciar-se numa indústria altamente consumista apresentando admiravelmente a constante fidelidade supressiva do bom gosto e da qualidade.
Não merecendo as cinco estrelas por não esboçar constância no fluir e decorrer das suas canções, pelo crítico exigente idólatra, empático ouvinte, fã determinado, Seventh Tree (incessantes místicas denominações, tais como as suas gravações de álbuns em terras estranhas e distantes do mundo com elevadas profundidades meditativas, ego e emotivas) incorre as quatro estrelas por uma magnifica exibição em que a sua distância à pontuação máxima percorre somente uns míseros 0,01%, apesar de um final não tão surpreendente como o do seu penúltimo álbum.
A dignificação a qual é ininterrupta à primeira arte, elegante e referente à contemporaneidade, prepotente às críticas do mau gosto de quem se pretende denominar frustrado em contraditório.

domingo, 4 de outubro de 2009

O Desejo de Ísis.



Tower bridge is closing
And all of Bermondsey's asleep
Street light walk the waters
Rising fast and dark and deep
Was your work of art so heavy that it would not let you live?
You'll be missed

Soon there'll be flowers in the river,
Tears being shed,
You'll be missed.

You'll be missed.

So life has blessed you with a gift boy,
That you've gone and thrown away
And with it your whole future
and left behind your family

They're throwing flowers in the river
Prayers are being said, you are missed.

They're throwing flowers in the river
Where your body cold was found, you are missed.

Missed.

Now I sit down here at low tide,
And I wait for the Peregrines.
Stephen, this is where i live now,
And I have overcome my demons.
I have grown out of that thinking
that would not let me live
or give.

I throw my flowers in the river
The tears have been shed, you are missed

and the poem reads, I remember the days, they told me that the sun, the sun, the sun, the sun is often out.

Why didn't you know that the sun, the sun, the sun, the sun is often out.
I wish I known you better
The sun, the sun, the sun, the sun is often out.

Was your work of art so heavy, that it would not let you live?